Casa do Bom Samaritano, Fátima

Casa do Bom Samaritano, Fátima

Uma parábola viva

A Obra da Divina Providência renasceu e cresceu, alimentada pelo sacrifício, pela confiança e abandono que as Irmãs, tal como vivia, testemunhava e anunciava a sua Fundadora, depositaram “nas mãos amorosas da Divina Providência”, com a certeza de que quem confia e se fia deveras em Deus Pai, vai mesmo para a frente, porque Ele nunca falta nem falha. Deus nunca desilude nem ilude quem de verdade trabalha por Ele e para Ele.

Com esta convicção nasceu a Casa do Bom Samaritano, e a primeira comunidade religiosa formada por cinco Irmãs. O início desta comunidade foi iniciativa de Frei Adelino Pereira, Ofm e das Irmãs da Congregação, e tinha como objetivo primordial acolher, cuidar e amar os mais pobres dos pobres que hoje habitam esta Casa e a quem chamamos “as nossas meninas”.

«Esta Casa, onde reside a comunidade religiosa, destina-se a ser a encarnação viva da parábola do Bom Samaritano:

Ensinar a amar graciosamente aqueles que não nos são nada, como se fossem tudo;

Ensinar não só a dar, mas a darmo-nos.

Ensinar não apenas a socorrer as doentes, mas a viver e a conviver com elas.

Ensinar a formar uma comunidade e a construir uma família. Esta Casa pretende veicular uma espiritualidade na Obra Social com valência de pessoas portadoras de deficiência mental grave e profunda».

Casa do Bom Samaritano, Fátima

Comunidade com uma Missão Social e Evangélica

A fraternidade das Irmãs da Casa do Bom Samaritano desde o seu início, Novembro de 1983, procurou ter como missão a vivência, a encarnação e a pregação viva do Evangelho do Bom Samaritano.

Dentro deste espírito evangélico, a nossa comunidade procura cultivar e partilhar uma espiritualidade onde todos (utentes, Irmãs, funcionários, amigos e benfeitores), em família, vivam a mesma confiança ilimitada na Divina Providência, conforme sugere o próprio Jesus: «Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. (…) Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! (…) Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo mais se vos dará por acréscimo.» (Mt. 6, 25-34).

Esta fraternidade quer também ser um espaço e uma escola de hospitalidade e de solidariedade para todos aqueles que desejam dar e receber, onde todos os que dão e ajudam não se limitam a dar, mas recebem também daqueles que são ajudados e o que recebem é de ordem diferente e superior, que se traduz num aumento de fé, e no amadurecimento humano, espiritual e cultural.

Daqui, irradia a vivência da parábola do Bom Samaritano, a concretização do Carisma de Serviço e Libertação dos mais Pobres dos Pobres, segundo o espírito da nossa Irmã Fundadora, Ana de Jesus Amorim e do nosso Cofundador Frei Adelino Pereira.

É também uma comunidade aberta aos jovens em experiências de voluntariado e vocacionais, ao acolhimento de muitas pessoas que procuram ajuda e apoio a vários níveis.

A comunidade da Casa do Bom Samaritano, ao longo de trinta anos sempre procurou viver em espírito de família, em fraternidade, no serviço feito por amor, sendo, por isso, também o campo de estágio para as candidatas à vida religiosa na nossa Fraternidade. Partilhando o carisma e alegria de servirmos o Reino, somos também umas missionárias na retaguarda, apoiando de muitas formas a nossa ação missionária ad Gentes.

Casa do Bom Samaritano, Fátima

Os jovens e Irmãs que por aqui passaram dizem ter sentido e vivido nesta fraternidade:

- Uma experiência que ensina que as obras de Deus nascem do nada;

- Uma experiência que ensina a confiar na Divina Providência, que nunca falta;

- Uma experiência que ensina a acolher e ajudar à maneira do Bom Samaritano;

- Uma experiência que ensina que os pobres são os nossos evangelizadores;

- Uma experiência que ensina que a primeira evangelização é a do exemplo;

- Uma experiência que ensina que todos somos iguais e diferentes;

- Uma experiência que ensina a olhar os outros como pessoas, pelo que são e não pelo que têm;

- Uma experiência que ensina a trabalhar com os leigos e a enriquecermo-nos mutuamente

- Uma experiência que ensina os valores da simplicidade e da transparência;

- Uma experiência que ensina que mais do que fazer uma casa é preciso saber orientá-la, incutir e viver o espírito de família;

- Uma experiência que ensina os valores da partilha;

- Uma experiência que ensina a amarmo-nos como irmãos, sentindo que somos filhos do mesmo Pai;

- Uma experiência que ensina que o verdadeiro Bom Samaritano é Jesus.

À semelhança da nossa Irmã Fundadora, Ana de Jesus Faria de Amorim, depois da morte do nosso muito querido Cofundador Frei Adelino Pereira, sentimo-lo de um modo muito vivo e atuante, no nosso dia a dia, através do seu sucessor Frei Isidro Lamelas, ofm, bem como no renascer e florir de tantas maravilhas que nos levam a orar como os nossos fundadores. Por tudo e em tudo louvemos sem cessar a Divina Providência.

«Divina Providência, a Obra é vossa»

Casa do Bom Samaritano, Fátima